Pr. Alberto Stassen: Você é único

Alguns anos atrás enquanto visitava um amigo, tive a oportunidade de ver quais eram as primeiras palavras que ensinava a seu filho pequeno. Ensinava algumas coisas que as escolas não ensinam. Ensinava-o a responder quem era ele, num período da vida que define muito daquilo que seremos depois. As respostas que ensinava para perguntas desse tipo eram: sou... (dizia seu nome), sou amigo do papai, sou especial, sou inteligente, sou único.

Naquele momento não entendi muito bem o que estava acontecendo. Talvez pela própria maneira com que fui ensinado nos meus dias de criança, em que falar sobre quem somos, era tratado por muitos como um gesto de arrogância e em que humildade era ensinada como sendo abaixar a cabeça quando alguém fala conosco. Abaixar a cabeça quando falam conosco não é sinal de humildade. Saber quem somos é o que nos ensina a ser humildes.


E sermos humildes significa não queremos ser nem mais nem menos do que somos. É uma teoria muito bonita que precisa ser transformada numa prática diária, mas que parece muito distante quando temos que lidar com chefes no local de trabalho que afirmam que são capazes de fazer qualquer coisa para manterem seus cargos... Professores que se apresentam a seus alunos como donos da verdade... Motoristas de transporte coletivo que tratam os passageiros como se o veículo fosse sua propriedade... Profissionais que se apresentam como “Doutores”, e alguns exigem ser tratados assim, mas só sabem o significado da palavra “tese” por que ouviram falar disso no banco de escola... Líderes religiosos que pensam que suas congregações são melhores que as outras, que estarão sozinhos no paraíso por causa da sua “identidade religiosa”, esquecendo-se do caminho de Deus, que é só Jesus, quem nos torna todos iguais diante de seu amor.

Pessoas que esquecem que nascemos sem nada, exatamente do jeito que sairemos dessa vida. O que se acumula aqui tem valor transitório e por isso, devemos fazer tudo o que for possível para fazer da nossa vida e daqueles que estão junto a nós, a melhor experiência possível.

Para isso, precisamos entender e aceitar que somos diferentes um do outro e que, mesmo que freqüentemos os mesmos lugares, aprendamos as mesmas coisas, conheçamos as mesmas pessoas, comamos o mesmo tipo de comida, vejamos os mesmos tipos de filme, no máximo poderemos dizer: temos gostos ou experiências comuns. Continuaremos sendo diferentes. Nem melhores, nem piores do que qualquer outra pessoa.

Existe um princípio importantíssimo na vida que Deus nos dá: assim como não existem duas folhas iguais em qualquer árvore, nem dois peixes iguais, assim também fomos criados. As pessoas podem até mesmo fazer as coisas que fazemos, mas não podem ocupar nosso lugar por que somos insubstituíveis.

Respeitarmos nossas diferenças nos ajuda a compreendermos o valor que temos e a valorizar as outras pessoas. E é importante saber que se não damos valor a nós mesmos, não saberemos dar valor às outras pessoas. Isso é o que nos ajuda a viver melhor e a tirar o máximo de cada experiência. Crescemos com nossas diferenças. Elas nos torna melhores.

Para lembrar-se disso, repita para você mesmo: sou único, sou especial, sou insubstituível. Foi assim que Deus formou você. Quando te perguntarem ao telefone: quem fala? Responda: sou eu... E não: é ele (ou ela) que está falando. Quando a Bíblia fala que o caminho que leva ao paraíso é estreito, não é por que é difícil chegar lá. É por que só podemos entrar um de cada vez, nessa forma maravilhosa e única em que fomos criados.

Fonte: http://pibni.org.br/

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